Bailaria
Enverga-te bailarina
que sibila,
o ar cobiça.
Salva a
valsa alva da ave,
abraça
o vento
em fios tramados
de seda.
Pincel
sobre tela no traço-azul
que recai
com os rastros do fogo,
como à palo
seco cantam musas.
No rodopio,
opio dos olhos
no
movimento que envolve
em voo
leve, ... leva.
Move-se
bailarina
no limiar aqui, ali,
alhures.
Pulsa
bailarina
em todo, tudo, em cada pedra
que possa
interromper os pés.
Erga-te
bailarina,
pois é
possível em cada rodopio:
o rever do
preto-branco no fim
da página.
No limite
do impossível,
dissemina a sibila –
na dança
que margeia o rio;
onde a vida
se encontra em fonte,
o olhar em
passo, em suspiro,
vai-te bailarina.
Do fim envolto volta,
baila.

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