quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Bailarina - photopoema


Bailaria


Enverga-te bailarina
que sibila, o ar cobiça.
Salva a valsa alva da ave,
abraça
o vento
em fios tramados de seda.
Pincel sobre tela no traço-azul
que recai com os rastros do fogo,
como à palo seco cantam musas.
No rodopio,
opio dos olhos
no movimento que envolve
em voo leve, ...            leva.
Move-se bailarina
no limiar aqui, ali,
alhures.
Pulsa bailarina

            em todo, tudo, em cada pedra
que possa interromper os pés.
Erga-te bailarina,
pois é possível em cada rodopio:
o rever do preto-branco no fim
da página.
No limite do impossível,
                        dissemina a sibila –
na dança que margeia o rio;
onde a vida se encontra em fonte,
o olhar em passo, em suspiro,
                        vai-te bailarina.

                        Do fim envolto volta, baila.





           

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